MÃE, ONDE É QUE EU ESTAVA?
5 de Setembro de 2014
Ao longe avistávamos o Liceu Sá da Bandeira, em Santarém. O pequeno Joaquim, de 3 anos, muito contente diz:
“Olha mãe, ali está a tua escola e a do pai! Mas mãe, e eu? Onde é que eu estava?”
Sem saber muito bem, o que responder, pois fui “apanhada na curva”, respondo:
“Filho, tu ainda eras uma semente.”
Mas esqueci-me que ele não se iria ficar por ali! Vai daí…
“Uhmmm, uma semente? Eu era uma semente?”
Pensei… Já fiz asneira e tentei remediar…
“Sim uma semente especial que cresceu na barriga da mãe até ficar um bebé! Não como um tremoço ou amendoins (Que ele adora comer), mas uma semente especial que o pai deu à mãe!”
Mas mesmo assim, ele curioso como sempre questiona:
“O quê mami, o pai pegou numa faca e cortou a tua barriga para pôr uma semente?”
Eu aterrorizada pensei… aliás nem pensei…rapidamente disse:
“NÃOOOO!”
E ainda aterrorizada com o cenário que o Joaquim criou, acrescentei sem pensar:
“O pai deu a semente especial à mãe e a mãe comeu!”
No fim pensei, e nem queria acreditar que tinha dito isto… E insistindo, o Joaquim continuava:
“E eu cresci, cresci, cresci…até ficar bebé! E depois? Quem cortou a tua barriga para me tirar lá de dentro?”
Oh não… pronto, pensei eu… não vale a pena, cortar e não cortar barriga, dramas, sangue, dor… bem, vamos lá falar a sério e descansá-lo sobre o sofrimento da mãe:
“Sim filho, tiveram que cortar a barriga da mãe (por acaso foi mesmo cesariana), mas foram os médicos que sabem muito bem tratar das mães e não doeu nada. Ficou tudo bem com a mãe e tu nasceste!”
Ufa!! Já diz o ditado: Quem tem filhos, tem cadilhos! Quem não os tem, cadilhos tem!
Aproveito para deixar aqui algumas sugestões de livros, que poderão ajudar pais e crianças nestas idades, sobre esta temática...entretanto também recorri a alguns. São ótimos!
Bons momentos!!




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